A Princesa Diana, a mulher mais fotografada do século 20

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video „Princess Diana's Brother Posted A Photo That Will Make You Cry” - YouTube, The List

Traduzido por: Gresoiu Diana

A Princesa Diana foi uma das personalidades femininas mais influentes do século XX, e o seu aparecimento na 4ª temporada da série The Crown fez a sua história conhecida a uma nova geração, imortalizando a primeira esposa do herdeiro do trono do Reino Unido.

Diana Spencer, antiga Princesa de Gales, permanece uma das figuras públicas mais amadas da nossa época, representando um símbolo global de graça e altruísmo, embora o seu sorriso escondesse uma luta cruel no plano pessoal e familiar.

Pouco a pouco para grandeza…

A concepção pública era que a Princesa Diana provinha de uma família comum, contudo Diana tinha origens nobres e desfrutou de todas as extravagâncias da vida aristocrática. Na infância, tinha como amigos os filhos da Rainha Isabel II, os príncipes Eduardo e André, estando sempre perto da família real.

Os seus pais se divorciaram, e a custódia dos quatro filhos foi conseguida pelo pai, que obteve o título de Conde Spencer em 1975. Diana tornou-se conhecida como Lady Diana Spencer, mas depois de acabar os seus estudos viveu uma existência modesta como professora em meio período em um infantário de um subúrbio de Londres.

A família real punha pressão sobre o Príncipe Carlos para se casar, tendo tido mais de 30 anos de idade, contudo, a escolha de uma Princesa de Gales era uma tarefa importante e seletiva: deveria provir do meio real ou aristocrático, ser virgem e protestante.

O que se desejava de uma princesa: a proveniência do meio aristocrático, virgindade e Protestantismo

O Príncipe Carlos teve muitas relações na sua tentativa de encontrar uma mulher para corresponder ao perfil, inclusive, uma relação com a irmã mais velha de Diana, Lady Sarah Spencer. O coração de Carlos já pertencia a sua antiga namorada, Camila Shand, mas como ela não correspondia às expectativas da família real, o título de Princesa de Gales deveria ser possuído por uma outra pretendente.

O Príncipe Carlos conhecia Diana há alguns anos, contudo, se interessou seriamente por ela como possível esposa no verão do ano 1980, quando ambos foram convidados num fim de semana ao campo, onde ela o assistiu jogar pólo. O sucesso que levou Diana à residência escocês da família Windsor apressava o que havia acontecer entre os dois jovens, Carlos sendo obrigado a pedir a mão de Diana depois apenas de alguns encontros.

O Príncipe pediu-a no casamento no dia 6 de fevereiro de 1981, e Diana aceitou, contudo, a aliança deles foi tomada em segredo por algumas semanas. O anúncio público da aliança de 1981 foi a primeira indicação que mostrava que o conto de fadas dos dois jovens carismáticos com origens nobres não acabaria com um “happily ever after”.

O anúncio público da aliança mostrava que o conto de fadas não acabaria com um “happily ever after”…

A um comentário feito por um repórter que cuprimentou os jovens, no que diz respeito ao amor que se mostrava nos rostos deles, Carlos respondeu: Whatever in love means (“O que quer que signifique estar apaixonado”), uma resposta que magoou muito a Princesa de Gales e que confirmou que nunca poderia amar outra mulher com a excepção da sua amante, Camilla.

“O casamento de conto de fadas” entre a jovem de 20 anos e o príncipe de 32 foi visualizado na televisão por 750 milhões de pessoas. A Princesa Diana chocou o público na pronúncia dos juramentos quando disse que “não vai obedecer”, o que era uma coisa fora do comum naquela época, especialmente para a instituição tradicional que representava.

Chamada inicialmente de “Shy Di”, a Princesa Diana tornou-se rapidamente uma estrela na imprensa, criando um novo tipo de celebridade. A cada visita oficial feita do casal real, a luz dos refletores passava do Príncipe Carlos à Diana, que representava uma boca de ar fresco numa instituição de pessoas rígidas e formais. Ela argumentou com as próprias palavras, que não se considerava um membro da família real e que as suas atribuições principais eram de esposa e de mãe.

Apesar de ser uma pessoa afetuosa, amável, que animava cada sala em que entrava, atrás da cortina, todo o afeto e toda a consideração recebida das pessoas da comunidade britânica eram substituídas por indiferença, desconsideração e desprezo.

 

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Os problemas conjugais da Princesa Diana

Carlos traía a sua esposa em público, sempre buscando oportunidades para passar mais tempo com Camilla e menos com Diana, cujos gestos sempre criticava e as considerava desrespeitosas. Nenhum membro da família real não se mostrava disponível para passar tempo qualitativo com ela, e a pressão enorme e as críticas constantes, que recebia dum homem que não a apreciava, não a ajudaram em nada. Os desafios de vida empurraram-na em batalhas contra as turbulências alimentares, sobre os quais ela falou em sua entrevista de 1995 com Martin Bashir da BBC. 

Diz a todos que sou louca, trate-me como se fosse louca, começo a me sentir louca.

The Crown, (2016-)

A essência da sua vitalidade eram os seus filhos, William e Henrique, com os quais era sempre afetuosa, compreensiva, cordial e enérgica. Eles estavam em primeiro lugar na vida dela. A Princesa Diana organizava as suas obrigações públicas dependendo do horário deles e não perdia nenhuma oportunidade de passar tempo com eles, para os oferecer uma infância normal. Diana era muito dedicada à vida deles, escolhendo-os a escola, as roupas e planificando-os as excursões:

Vivo para cuidar dos meus filhos. Seria perdida sem eles.

Depois do nascimento do Henrique, as diferenças entre Carlos e Diana tornaram-se irreconciliáveis, uma experiência tanto mais dolorosa quanto aconteceu sob os olhos onipresentes dos tabloides.

Mãe e princesa a tempo inteiro

Embora a tradição pressupunha que a família real deveria ser educada em casa de uma governante, a Princesa Diana inscreveu os seus filhos em escolas públicas para assegurar-se que vivem com os “pés no chão” e que podem ver as dificuldades com as quais se confrontam os jovens menos afortunados da mesma idade com eles. “O Príncipe William tornou-se o primeiro futuro rei que foi completamente educado no sistema da escola pública, e Diana continuará a sustentar a educação do príncipe William e do príncipe Henrique pelo resto da vida dela.” (Insider)

Ecologista, filantrópica, humanista, a Princesa Diana usou a própria celebridade e estatuto de princesa para captar a atenção sobre algumas causas de importância máxima. Começando com o meio e até ao fim dos anos oitenta, as suas atribuições de princesa pressupunham evidentemente visitar os hospitais, aliviar o sofrimento dos doentes e patrocinar várias organizações de caridade.

O interesse dela não era fazer os membros da família real crescerem aos olhos do público, mas se interessava sobre certas doenças e sobre vários aspetos no que diz respeito à saúde. “Diana era uma adepta da Campanha Internacional para a Proibição das Minas Terrestres, campanha que ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1997.” (Wikipedia)

 

 

Os membros da família real eram sempre vistos usando luvas para se proteger de qualquer contato perigoso com os vírus e bactérias dos hospitais que visitavam, contudo, a Princesa Diana tentou acabar com o estigma atrás de algumas doenças que não permitiam às crianças desprivilegiados a serem adotados. Em abril de 1987, a Princesa de Gales abraçou uma criança infectada com HIV na sede da organização “A Cadeia da Esperança”, sendo uma das primeiras personalidades importantes que foi fotografada pegando numa pessoa infectada.

Ela contribuiu para a mudança da opinião pública acerca dos doentes de AIDS, facto que não foi apreciado pela família real, eles parecendo, em comparação, superficiais, assustados e ignorantes. A sua contribuição foi reconhecida em dezembro de 2001 por Bill Clinton à Conferência sobre AIDS, em memória de Diana, Princesa de Gales.

“Em 1987, quando tantas pessoas ainda pensavam que AIDS podia ser transmitido por toque, a Princesa Diana sentou-se na cama dum doente de AIDS e segurou a mão dele. Ela mostrava a todo o mundo que os doentes de AIDS não mereciam isolamento, mas compaixão e bondade. Isso ajudou à mudança da opinião de todo o mundo e trouxe esperança aos doentes de AIDS.”(Europafm.ro)

Se gostarem deste artigo sobre Diana Frances Spencer, convidamos-te a ler a história de outra personalidade feminina importante, Ana Bolena.

Muitas vezes, Diana trouxe os seus filhos às suas visitas nos hospitais e aos abrigos para os mostrar o privilégio deles e para os determinar a transformar-se em futuros cidadãos altruístas com senso de responsabilidade.

Quero que os meus filhos entendam os sentimentos das pessoas, as incertezas, os sofrimentos, as esperanças e os sonhos delas. 

Uma série de eventos nefastos

Depois de muitas tentativas de salvar a imagem da monarquia, a rainha foi finalmente de acordo com os dois parceiros romper o casamento de modo oficial, porque se tornou fonte de conversa nos tabloides, ambos os membros do casal real sendo fotografados com outras pessoas em relações extra-conjugais. Depois de muitos anos de mal-entendimentos, Diana e Claros puderam se divorciar em 1992.

Contudo, nenhum membro da família real pôde respirar um suspiro de alívio após a separação, mesmo que Diana perdesse o título de Princesa de Gales. A fama da Princesa Diana ultrapassava a de Carlos e mesmo a da rainha, sendo a mais fotografada pessoa do século XX.

A Princesa Diana continuou a gozar da apreciação da mídia, das amizades de alto nível e encontrou o poder interior para expor as dificuldades que teve de suportar no Palácio de Buckingham em nome do amor e do dever. Confirmou os rumores no que diz respeito ao triângulo amoroso que existiu em seu casamento: Charles-Diana-Camilla.

Bem, eram três pessoas nesse casamento, portanto, era um pouco apertado.

À medida que a popularidade da antiga Princesa de Gales crescia, a admiração por Carlos e pela monarquia diminuía. A morte da Princesa Diana num acidente de carro em 31 de Agosto de 1997 ainda provoca controvérsia e conspiração depois de 24 anos , mas uma coisa é certa: Diana foi e sempre será “The Queen of People’s Hearts’’ (“A Rainha do Coração do Povo”).

“Como reação à notícia da morte da princesa, as pessoas enviaram oferendas públicas de flores, velas, cartas postais e mensagens pessoais. Até 10 de setembro, o montão de flores perto do Jardim Kensington tinha 1,52 metros em alguns lugares, e a camada de base começou a se deteriorar.” (http://princessdianasite.weebly.com/moartea.html)

Faço as coisas de modo diferente, não sigo um guia. Dirijo com o coração. 

A morte dela significou, por alguns dias, um perigo para a monarquia, já que a multidão ficou indignada porque a Bandeira não foi levantada no Palácio de Buckingham, de modo como exigia a tradição quando um membro da família real morria. A influência dela foi tão poderosa que a rainha foi obrigada a levantar a bandeira e a ter uma aparência pública genuína e emocional, o que não era característico dela. 

A herança da Princesa Diana

A Princesa Diana representa um fenômeno internacional, ficando para a história por sua bondade e sinceridade com que realizava qualquer ação, mas também pela sua contribuição positiva que trouxe para o mundo inteiro. A sua presença revolucionou e modernizou estruturas da instituição real, e a educação oferecida aos seus filhos representa um exemplo perfeito de que a monarquia inglesa estará em mãos dignas e capazes.

Fontes:

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