101 anos de Amália Rodrigues, a Rainha Eterna do Fado

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Amália Rodrigues
Fotografia: pixabay.com
É sem dúvida que Amália Rodrigues pode ser considerada uma das mulheres mais conhecidas do mundo da música.

 

O seu centenário foi celebrado em 2020, mas as homenagens para a rainha do fado continuam também este ano. O fado não chegou a ser conhecido apenas através das suas canções, mas foi ela que lhe criou um espaço no palco da música universal.

Amália Rodrigues nasceu em Lisboa, mas cresceu em Alcântara. Aos doze anos, conseguia fazer chorar a qualquer pessoa que ouvisse as canções. Foi convidada várias vezes a se mudar para países como Espanha, França ou até os Estados Unidos. Todavia, o seu grande amor foi sempre Portugal. Ela continua vivendo nas almas de muitos portugueses e, nos corações de outros, ela deixou uma grande tristeza e imensas saudades.

Quem foi Amália Rodrigues?

Para os que tentam aprender algo novo sobre Portugal, têm que saber que Amália Rodrigues é o símbolo do fado! É considerada uma figura representativa da cultura lusitana e da música portuguesa. Gostou de viver uma vida intensa, com contos para apresentar aos filhos. Quase todas as canções delas falam de um mundo irreal, brilhante e muito bom, que só encontras ao viver em Portugal. Foi a primeira mulher a receber honras do Panteão Nacional e foi nomeada a “eterna Rainha do Fado”.

O início da vida e da carreira

Amália da Piedade Rodrigues nasceu em 1920, perto do bairro chamado Mouraria, em Lisboa. Os pais eram da Beira Baixa, mas moraram por muito tempo em Lisboa. Foi a quinta de nove filhos. Ainda hoje, não se sabe com certeza qual foi a data do seu nascimento. Nos documentos, aparece que ela nasceu no dia 23 de julho, mas ela sempre disse que nasceu nos primeiros dias de julho.

Amália canta pela primeira vez com o seu tio, João Rebordão, que a acompanha com a guitarra. Não participou em 1938 no Concurso da Rainha do Fado dos Bairros, porque sabia que as outras iam deixar de participar. Conheceu neste concurso um jovem de 23 anos, com o qual ia se casar em 1940. O casamento deles durou apenas 2 anos.

Não são muitos os que sabem que Amália usou o nome de Rebordão, associado a um conhecido pugilista. Em 1940, começou a cantar em Madrid, começando também uma carreira nacional e internacional, como ninguém mais teve, nem antes dela, nem depois. Em 1944, viaja pela primeira vez para o Brasil, onde tinha obtido um grande sucesso e, por isso, voltou lá várias vezes.

Amália Rodrigues – a atriz portuguesa

O filme “Capas Negras” foi um dos grandes êxitos no cinema português. Foi um filme realizado em 1943 por Armando de Miranda que ia representar o lançamento de Amália. Outros filmes nos quais ela esteve presente foram “Fado-História de Uma Cantadeira” (1947), “Sol e Toiros: (1949), “Os Amantes do Tejo” (1954), “As Ilhas Encantadas” (1964) ou “Fado Corrido” (1964).

Pela primeira vez, numa etapa importante da sua carreira, Amália Rodrigues canta no Olympia de Paris, em 1956. Naquela altura, o evento foi dedicado a Josephine Baker e à sua despedida e foi apenas em 1957 que apareceu como artista principal. Todo o mundo começa a ouvir a sua voz expressiva. Seria reconhecida como a maior intérprete do fado.

Entre os seus fados mais conhecido, vamos mencionar os seguintes: “O fado do ciúme”, “Estranha forma de vida”, “Povo que lavas no rio”, “Lavava no rio, lavava”, “Lágrima”, “Ai, Mouraria”, “Fado português”, “Barco negro”, “Casa portuguesa”, “Vou dar de beber à dor”, “Meia-Noite”, “Casa da Mariquinhas”, “Uma guitarra”, “Erros meus” e “Foi Deus”. Amália colaborou com grandes poetas portugueses como José Régio, David Mourão-Ferreira, Alexandre O’Neill, Ary dos Santos ou José Afonso.

Infelizmente, no dia 6 de outubro de 1999, Amália Rodrigues morre em Lisboa e deixa o mundo em lágrimas. Ficará a grande cantora que ganhou um Disco de Platina para o álbum “Segredo”, que foi anunciado em 1997, 2 anos antes da sua morte. É um álbum com canções de fado realizadas entre 1965 e 1975. No dia 8 de julho de 2001, o corpo de Amália Rodrigues foi trazido para a Sala dos Escritores, no Panteão Nacional. 

Que nos juntemos para lembrar da maior fadista e da “Casa Portuguesa” da qual falava com um amor tão grande. Oxalá que a tua voz nunca seja esquecida nem pelas seguintes gerações de amadores de música! 

 

 

Fontes do contexto:

Se no palco da vida as línguas românicas formasse uma banda, que papel cumpriria cada uma? Veja aqui.

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