António de Oliveira Salazar – 51 anos desde a sua morte

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest
António de Oliveira Salazar
António de Oliveira Salazar. Fotografia: flickr.com

Quando falamos sobre regimes autoritários na Europa do século XX, a maioria das pessoas pensam nas figuras históricas representativas como o Hitler ou o Estaline (ou Stalin), mas o que poucos sabem é que Portugal também passou por um período muito duro durante a ditadura do António de Oliveira Salazar.

Quem foi António de Oliveira Salazar?

Salazar nasceu no dia 28 de abril de 1889, filho de um gerente da propriedade, e morreu em 27 de julho de 1970. Portanto, hoje é o aniversário de sua morte. Nasceu em Vimieiro, Santa Comba Dão e morreu em Lisboa, quando tinha 81 anos. Salazar foi um economista português e atuou como primeiro-ministro por 36 anos, desde 1932 até 1968.

Ele foi um homem muito inteligente que se graduou na Universidade de Coimbra onde se licenciou em 1914 e começou sua carreira como professor especializado em economia em Coimbra.

O caminho ao poder

Podemos dizer que sua ascensão ao poder foi muito rápida, devido ao fato que levou poucos anos até que ganhasse o maior poder no estado.

1921 – ajudou à formação do Partido do Centro Católico e foi eleito como candidato para as eleições no parlamento.

Em 1921, Salazar foi escolhido para ser um candidato para as eleições no parlamento, uma função que ele não queria ter, mas encontrou-se pressionado a aceitá-la. Contudo, ele resignou rapidamente devido à desordem que viu.

1926 – torna-se Ministro das Finanças

No dia 28 de maio de 1926 teve lugar um golpe de estado, depois que Salazar aderiu ao governo de José Mendes Cabeçadas e no dia 11 de junho um pequeno grupo de oficiais partiu de Lisboa para Santa Comba Dão para convencê-lo aceitar a função de ministro das finanças.

Depois de ter passado 5 dias em Lisboa, as propostas de controlar os gastos foram rejeitadas e ele resignou imediatamente, partindo para a Universidade de Coimbra.

Em política acontece que as mesmas palavras traduzem realidades diferentes e que coisas semelhantes possuam nomes contrários.

26 de abril de 1928 – Salazar aceitou ser o ministro das finanças

A situação econômica de Portugal não era boa. Isso foi a razão pela qual o Salazar aceitou a função de ministro das finanças depois de Óscar Carmona ter sido eleito presidente. Mas, seu aceite para exercer a função dependia de uma condição: se ele aceitasse a função de ministro das finanças, Carmona lhe garantiria o direito de veto não só no seu departamento, mas em todos os departamentos governamentais.

Dentro de um ano, o poder de Salazar cresceu consideravelmente e conseguiu equilibrar o orçamento e estabilizar a moeda corrente de Portugal. Em sua função de ministro das finanças, ele conseguiu produzir um dos muitos excedentes econômicos que iriam ocorrer e isso foi um evento sem precedentes em Portugal.

1929 – Salazar apresentou de novo a sua resignação

No julho de 1929, Salazar quis resignar de novo porque o seu amigo, Mário de Figueiredo, que naquela época era o ministro da justiça, decidiu resignar. Embora Salazar o avisasse contra a resignação, Figueiredo não quis renunciar à sua ideia e Salazar também apresentou a sua resignação.

Naquele tempo, ele estava no hospital por causa de uma fratura na perna e o presidente pessoalmente o visitou para convencê-lo a ficar em sua função. Após a visita de Carmona, Salazar decidiu manter sua função de ministro das finanças, mas com poderes adicionais.

Pode-se fazer política com o coração, mas só se pode governar com a cabeça.

5 de julho de 1932 – Carmona nomea Salazar como o centésimo primeiro-ministro de Portugal

Esse evento foi muito importante na sua carreira porque daqui para frente seu poder e sua influência continuaram a crescer. Um exemplo relevante neste caso é o fato de que as ações dele fizeram possível que o ex-rei pudesse receber um funeral de Estado.

Ele instituiu uma nova constituição que reorganizou o sistema político de Portugal e representou a base da criação do Estado Novo. Depois desse momento, o poder real foi detido pelo Salazar, enquanto os outros tornaram-se simples marionetes.

A perda do poder

Em 1968, ele sofreu uma hemorragia cerebral depois de ter caído na casa de banho e tornou-se incapaz de governar. Então, sem outra opção, o presidente Tómas nomeou Marcelo Caetano no lugar de Salazar.

Dois anos após o ocorrido, aconteceu uma surpresa: Salazar tinha recuperado sua lucidez. As pessoas perto dele, não queriam lhe dizer que ele não tinha mais o poder e permitiram-lhe governar em privacidade até sua morte em julho de 1970.

Junto com sua morte, o regime autoritário começou a agitar-se e, quatro anos após, caiu finalmente durante a Revolução dos Cravos, no dia 25 de abril de 1974.

Se o mundo não conhece um longo período de idealismo, de espiritualismo, de virtudes cívicas e morais, não me parece que seja possível ultrapassar as dificuldades do nosso tempo.

Referências:

Se quiseres mais detalhes sobre a Revolução dos Cravos e a queda do regime autoritário em Portugal, leia este artigo

Leave a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *