5 livros clássicos que deves ler segundo o teu estado de espírito

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Foto: Pixabay

Traduzido por: Mihaela Nicolae

Ouço muitas pessoas hoje em dia que rejeitam livros clássicos, utilizando preconceitos como o de que são antiquados, usam uma linguagem difícil de compreender ou tópicos que já não são atuais, que não interessam ao público jovem. Nada poderia ser mais falso. Emily Brontë, Antoine de Saint-Exupéry, Oscar Wilde e muitos outros mostram-nos que a qualidade nunca envelhece.

Para uma pessoa que teve períodos em que lia 24/7, mas também semanas em que não abria nenhum livro, entendi que o prazer de ler nem sempre é suficiente. É importante ouvir a sua intuição e os seus desejos. Ler não é uma maratona na qual se está em competição com os outros, mas uma atividade para passar tempo de qualidade consigo mesmo. 

É perfeitamente normal e até recomendável ler mais de um livro ao mesmo tempo. Tal como o seu estado de espírito muda várias vezes por dia, também muda o desejo de ler um certo género literário. Dadas estas circunstâncias, queria descrever um pouco os livros clássicos. Até agora, rejeitei-os porque me sentia obrigada a lê-los, e exerci pressão sobre mim mesma para os terminar, embora não tivesse disposição para fazê-lo.

Escolhi apresentar-te alguns dos mais importantes autores, que marcaram a literatura de todos os tempos com as suas magníficas obras. Mais do que isso, dividi-os para serem lidos de acordo com o nosso estado de espírito, para que possam escolher a melhor opção.

1. Se estás a sentir saudades da passagem do tempo, lê O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry

Saint-Exupéry é o mais clássico dos clássicos, se assim se pode dizer. Embora este livro seja recomendado para crianças, acredite que, para um adulto, a história assume significados mais profundos. “O Pequeno Príncipe”  é uma pequena história sobre um pequeno príncipe que deixa o seu asteroide para viajar pelo Universo.

Aqui descobre que os adultos veem a vida de forma diferente e chega a compreender o valor do amor e da amizade. O Pequeno Príncipe encontra na sua viagem diferentes tipos de pessoas, que mostram um comportamento específico ao homem que esqueceu como é ser uma criança. Com uma sensibilidade distinta, o autor tenta transmitir a mensagem de que não devemos esconder a criança que existe dentro de nós.

2. Se te apetecer a história de amor mais intensa de todos os livros clássicos, O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë, é a melhor escolha

Drama, suspense, tensão, vingança, amor e ressentimento – vais encontrar no livro uma mistura de tudo. A obra apresenta a inquietante história de amor entre Heathcliff e Catherine, inserida num contexto temporal muito interessante. Para fazer uma piada, diria que é uma novela ideal do século XIX (Brontë provavelmente voltaria da cova se lesse estas linhas). Numa nota mais séria, posso afirmar que é um dos melhores livros que podes ler – na verdade, um dos melhores livros de todos os tempos.

 

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3. Se quiseres aprender algo sobre os regimes totalitários através de uma história, George Orwell com 1984 vai marcar-te

Pode surpreender-te, mas talvez não haja uma representação mais verdadeira dos regimes totalitários. É um romance de distopia cuja trama tem lugar na Oceânia, um país onde o poder estava nas mãos de um governo totalitário, que controlava não só a vida pessoal dos cidadãos, mas também espiava os seus pensamentos através de um ecrã no qual os membros da Polícia do Pensamento podiam espiar as pessoas a qualquer momento. Fizeram tudo isto para manter o controlo da população. Se houvesse algum gesto que pudesse mostrar algum inconveniente, ou se alguém duvidasse do regime imposto, a polícia castigava-os gravemente.

A intenção de George Orwell era denunciar as práticas ditatoriais estabelecidas por governos como os de Franco e Stalin. O mundo criado por Orwell pode parecer um exagero, uma ficção acima de tudo. Se vais dar uma oportunidade a este livro, no entanto, verás que ele utilizou o método mais criativo para alarmar sobre as consequências nocivas destes regimes. Ainda que não me declare uma fã da literatura histórica, ela agarra-te através da história que tece em torno da realidade. 

 

 4. Se quiseres rir ou relaxar com um bom livro, Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, é a escolha ideal.

Se gostas da cultura espanhola, deves ler as aventuras de Dom Quixote de la Mancha. O ingenioso hidalgo don Quixote de la Mancha traz as aventuras de Alonso Quijano, um hidalgo pobre que gostava muito de ler romances de cavalaria, tanto que acaba por enlouquecer e acreditar que é um cavaleiro andante, dizendo que o seu nome é Don Quixote de la Mancha. Não só te vais divertir com as aventuras do cavaleiro andante e do seu escudeiro, Sancho Panza, mas também compreenderás mais sobre a literatura que foi publicada naquela época.

Na verdade, o livro parodia as histórias de cavalheirismo que tinham perdido o seu valor literário, tornando-se um melodrama sem fundamento. Embora o livro tenha muitas páginas e possa parecer impossível terminá-lo, no final, ficarás satisfeito por ter sido paciente porque certamente te tornarás muito mais rico intelectualmente.

5. Se sentes necessidade de ser mais profundo na vida, O retrato de Dorian Grey de Oscar Wilde seguir-te-á durante toda a tua vida

Sem dúvida, é de longe o meu livro preferido de todos os tempos. “O retrato de Dorian Grey” é um romance filosófico que retrata a obsessão com o poder da juventude e da beleza. O pintor Basil Hallway pinta um retrato de Dorian Grey,  personagem principal do romance, que deseja permanecer jovem e belo para sempre, como no quadro. O encontro com Henry Wotton e o desejo de não envelhecer vai trazer grandes problemas ao personagem.

Foi o livro que me deu uma bela lição de vida:

a alma será sempre refletida no meu rosto.

É possível que não compreendas o que estou a dizer até leres o livro, mas quero dizer-te que o final te vai surpreender. Do meu ponto de vista, o triângulo de personagens Dorian-Basil-Henry é único na literatura e cada um designa um padrão de comportamento de uma pessoa por meio da sociedade. É definitivamente um livro que tens de ler várias vezes para compreendê-lo plenamente.

 

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Estes são apenas alguns dos escritos clássicos que deixaram uma boa impressão em mim. É importante estar aberto à leitura de obras clássicas, para que os nomes dos autores permaneçam sempre na história da literatura. Não podemos deixar morrer a verdadeira cultura que estas personalidades extremamente talentosas tentaram moldar. Ficarás surpreso quando reparares como eles são realmente atuais e como os aspetos discutidos nos livros ainda são relevantes.

Lembra-te: apenas o contexto histórico muda, mas nós, como sociedade, permanecemos os mesmos.

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